quarta-feira, 19 de maio de 2010

Máquina Assassina

     Lembra de uma vez, acho que no primeiro post, eu disse de um conto do Sthepen, a Máquina de passar assassina? Então, vou postar um trecho da história, só para vocês terem uma ideia de como ele consegue fazer você se sentir em relação á um eletrodomestico...

"    [...]Diment estivera erguendo quatro das correias de lona da saída da máquina, a fim de poder alcançar o motor sob elas, quando, de repente, as correias começaram a passar em suas mãos, rasgando a pele e carne das palmas e arrastando-o consigo.
     Livrou-se com um arranco convulsivo segundos antes que as correias arrastassem suas mãos para o interior da dobradeira.
     - Que diabo, George! - berrou ele. - Desligue essa maldita máquina!
     George Stanner começou a berrar.
     Um som agudo, lamentoso, enlouquecido de sangue, que encheu a lavanderia, ecoando nas caixas de aço das máquinas de lavar, nas bocas escancaradas das máquinas de passar a vapor, nos olhos vazios das grandes máquinas de secar. Stanner inspirou uma grande quantidade de ar e tornou a gritar:
     - Oh, meu Jesus Cristo, fui apanhado! FUI APANHADO!
     Os rolos começaram a emitir vapor fervente. A dobradeira rangia e vibrava.
     Rolamentos e motores pareciam gritar com uma oculta vida própria.
     Diment correu para a outra extremidade da máquina.
     O primeiro rolo já assumia uma sinistra coloração vermelha. Diment emitiu um gemido gorgolejante. A estraçalhadora uivava, silvava e vibrava.
     Um observador surdo julgaria., a princípio, que Stanner estava apenas debruçado sobre a máquina num ângulo esquisito. Depois, até mesmo um surdo veria o ricto pálido no rosto de olhos esbugalhados, a boca contorcida abrindo-se em um grito contínuo. O braço desaparecia sob a barra de segurança e por baixo do primeiro cilindro; o tecido da camisa fora arrancado na costura do ombro e o antebraço inchava grotescamente à medida que o sangue era impelido de volta.
     - Desligue! - berrou Stanner.
     Seu cotovelo se partiu com um estalo.[...]"
Stephen King - A Máquina de passar roupa,
Sombras da Noite.


     Confesso que eu ri na parte "fui apanhado, FUI APANHADO" :B

PostPerturbante de tão inútil, ou não?

     Oi gente!
     Então, apesar da utilidade desse coiso ser para postar as minhas histórias, não deixa de ser um blog, então esse post vai ser para eu escrever algumas coisas que eu penso e que andam acontecendo.
     Eu sei que vocês não vão se importar muito, porque todo mundo gosta de saber da vida dos outros, enfim.
     Eu juro que estou muito, muito frustrada por demorar tanto para postar “A Caçadora De Bruxas”, eu morro de preguiça sim, e sou sem paciência sim, mas dessa vez é um motivo diferente: Não sei o que escrever. É claro que é burrice, contando que se você coloca uma história num blog a ideia é saber mais ou menos a história toda, mas eu estava bêbada quando escrevi o primeiro capítulo, e não quero cometer o mesmo erro no 4º capítulo. É mentirinha, eu não estava bêbada, sou santa.
     Mas o mundo não está perdido, hoje eu baixei uma história do Stephen King – se chama “A Balsa” -, e com certeza vai nascer inspiração quando eu começar a ler, é uma merda não ter inspiração, é muito triste.
     Vou tentar de todo o coração postar essa semana, quero que o 4º capítulo esteja muito, muito, muito emocionante, que faça vocês ter pesadelos de noite – não tenho esse poder ainda, triste.
     Para recompensar vou postar algum conto do Stephen aqui, vou escolher agora, hoje mesmo já posto.
     E sem esquecer, obrigada pelos comentários, e por favor, continuem comentando, porque eu amo comentários demais, demais. E um obrigado para a @RobertaSmith_ por acompanhar meu blog, e por mandar risadas malignas para mim pelo Twitter *o* PKSAPKAS
     Bom dia, boa tarde e boa noite.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Caçadora de Bruxas - 3º Capítulo

     Eu inspirei fundo. Havia uma criança morta, uma criança realmente morta dentro da minha casa, e havia uma pessoa possuída á minha frente, literalmente desmoralizada, que provavelmente é culpada pelo cadáver no chão da minha sala. E é claro, eu não fazia ideia do que fazer.
      - Você precisa se acalmar. – eu disse baixo para ela. – Retire a possessão.
     Os vidros da estante estouraram, junto com as porcelanas importadas de minha avó. Logo depois os pregos que seguravam as prateleiras começaram a desenroscar, fazendo sair restos de madeira.
Inspirei fundo de novo. O corpo que estava sendo usado pelo espírito teria que ser forte, o que eu duvidava ser. Exorcizar não é uma coisa que eu goste de fazer, nem uma coisa que seja fácil, é provável que a pessoa possuída morra, e é um saco sumir com o corpo. O espírito vai consumindo muito rápido a pessoa, se a pessoa não for forte o bastante para segurar um pouco que for seu próprio espírito, não agüenta quando o exorcismo é feito. Agora vai explicar para alguém como “segurar” o próprio espírito.
     Fui me aproximando lentamente, enquanto ela parecia entrar em combustão consigo mesma, agarrei os seus ombros o quanto pude e a apertei.
     Comecei a sussurrar certas palavras em Latim, para o exorcismo, mas antes que eu pudesse ao menos sussurrar a primeira frase, a mulher escorregou para o chão, e caiu aos meus pés, talvez morta.
     Eu não havia entendido muito bem, ou a mulher havia reagido ou o espírito resolveu sair do corpo, sim, era óbvio que ele sabia que eu estava exorcizando, mas é raro acontecer uma fuga como essas.
     Ajoelhei ao chão e apertei meus dedos contra a garganta da mulher, procurando algum vestígio de batimentos cardíacos.
     - Danny? – perguntei ao ouvir a voz mal-humorada do outro lado da linha. – É a Amanda. – avisei.
     - Ah, Oi Mandy. – ele disse com o tom de voz mudado.
     Mandy? Que merda era aquela?
     - Então... Danny. – comecei, andando de um lado para o outro na sala, não me permitindo olhar para os corpos jogados ao chão. – Lembra quando você disse que queria me ajudar?
     - Uhum. – ele respondeu distante.
     - Parabéns, você conseguiu minha confiança. – dei uma risada quase histérica.
     - O que você fez? – ele riu divertido – Matou alguém? – ele riu mais ainda, achando graça.
     - Aí depende do seu ponto de vista. – repliquei. – Tem sangue na minha banheira, tem escritas á dedo na parede, água no chão, vidro e prateleiras quebradas, e dois corpos na minha sala. Mas não posso dizer que eu matei alguém, porque realmente eu acho que não matei.
     Fiquei tanto tempo ouvindo o vácuo do telefone que pensei que ele havia por fim desligado.
     - Danny?
     - Isso sempre constou no contrato? – ele falou repentinamente. – Quero dizer... Eu pensei que você só via espíritos e mandava eles pro além, ou sei lá, mas corpos? Tem pessoas mortas de verdade na sua casa? E sangue?
     - Eu disse que você não daria conta. – revirei os olhos decepcionada. – Tchau.
     - Não, não! Espera ai, Adams! – ele gritou, o que me fez afastar o telefone do ouvido. – Mas que seja, eu ajudaria em quê?
     - Com o trabalho pesado, óbvio. – eu disse calma – Pesado de peso, porque quem sofre mais aqui sou eu.
     - Como assim?
     - Eu quero que você desapareça com os corpos, Danny. – expliquei impaciente.
     Ele riu.
     Dez minutos depois a campainha tocou várias vezes seguidas. Abri uma pequena passagem só para que eu pudesse ver quem era. Danny estava lá com sua cara um pouco assustada e com as mãos tremendo.
     O puxei para dentro antes que o menino mudasse de ideia.
     - Seja bem-vindo á residência dos Adams. – eu disse sarcástica.
     Ele continuou em silêncio, como se tivesse acabado de entrar em uma casa mal-assombrada.
     - Eu arrumei um pouco a bagunça que ela fez, – apontei para detrás do sofá, onde o corpo estava. – pra você não ficar mais assustado ainda. Trouxe o sal?
     Ele jogou uma sacola de mercado em minha direção, ainda intacto.
     - Aquilo é uma menina? – ele virou seus olhos arregalados para mim. – Você matou uma criança, Amanda?
     - Não, é claro que não! Eu não mato ninguém, Danny. – expliquei rápido – Quando eu desci as escadas ela já estava lá no chão, nunca a vi em toda a minha vida, te juro.
     Ele levou as mãos aos cabelos e suspirou.
     - Eu coloquei os sacos de lixo em cima da mesa.
     - Sacos de lixo? – ele riu sem entusiasmo. – Você acha que eu vou aguentar levar uma pessoa em um saco de lixo?
     - Não, Danny. – revirei os olhos – Nós vamos limpar a casa depois, mais de trinta peças de cristal da minha avó se quebraram, e ela mutilou as estantes. Vou ter que tirar algumas fotos da parede lá em cima antes de limpar, e ainda tem o banheiro. Você vai levar os corpos no meu carro. E enquanto isso eu vou tacar sal grosso nas janelas e portas. – cruzei os braços, pensativa. – Já pensou o que vai fazer?
     - Sim. – ele frisou os olhos. – Eu tenho um amigo ai que é metido nessas coisas de tráfico, ele sabe de um lugar que pode me ajudar.
     - Você tem um amigo traficante? – eu ri e balancei a cabeça. – Eu te ajudo a colocar os corpos no porta-malas, a porta pra garagem fica embaixo da escada.
     O ajudei levando o corpo da menininha, era desgastante ver aquilo, uma criança inocente morta. Depois que as duas já estavam colocadas no carro Danny foi procurar alguma coisa para cobri-las.
     Pouco tempo depois meu amigo já estava indo embora para o lugar do amigo traficante dele, e eu voltei para dentro de casa, morrendo de medo da policia parar ele, morrendo de medo de descobrirem os corpos.
     A casa já estava quase limpa depois de algumas horas trabalhando feito escrava nela, sem a ajuda do Danny, que não voltava e nem atendia o celular. O relógio já marcava cinco da tarde, três horas haviam se passado. A parede do quarto do meu avô estava limpa, porém com marcas rosadas, as fotos tiradas estavam guardadas no cofre. Só faltava jogar o lixo para fora, e depois, o sal grosso.
     A minha vizinha da frente, Senhora Judy, estava me lançando um de seus olhares penetrantes quando sai quase arrastando aquele saco monstruoso de enorme para fora de casa, era inegavelmente pesado toda aquela tralha de cristal. Dei um sorriso sem graça para ela, que sem dúvidas estava pensando alguma coisa má de mim.
     - O que tem ai, Adams? – ela gritou lá do jardim dela, como uma boa fuxiqueira.
     Lancei um sorriso amável para ela.
     - No final, senhora Judy, meus namorados sempre acabam sendo carregados por mim. – eu respondi sorrindo angelicalmente, vendo o seu sorriso de escárnio sumir aos poucos, horrorizado.
     Velha fofoqueira.
     Tive que levar o saco até o final da rua para jogá-lo junto com o lixo de materiais de construção, que estava sendo usada na reforma de uma das casas de lá. Bem, eu não estava tão mal assim, finalmente havia conseguido resolver as coisas sem o meu avô. Ah vai, fala sério, eu sou a melhor caçadora de bruxas que existe.
     - Oi, moça. – disse uma delicada voz ao meu lado. – Meu nome é Jenny.
     Olhei para os lados sem encontrar ninguém.
     - Estou aqui atrás. – ela disse.
     Quando me virei havia uma menina ali, parada e sorrindo, com duas trancinhas amarradas ao lado da cabeça, com um cabelo preto e liso. Horas atrás havia uma criança morta na minha casa, e agora ela estava na minha frente.
     - Você viu a minha mãe?

------------

     Nota: Depois de anos luz eu postei (viva á mim), o capítulo ficou bíblia grande, mas espero que vocês gostem. As fotos da falecida Brittany Murphy me inspiram demais, pego uma foto do filme The dead Girl, e já invento um capítulo com ela, ou seja, ela só foi jogar lixo pra fora porque eu gostei da foto(? e a foto TINHA que estar ali, mas enfim, quem quer saber? Comentem, por favor, senão com certeza não vou ter inspiração pra escrever mais, e preguiça, e essas coisas. Obrigada e tchau. (y

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mindfucks

     Desculpem por eu ter praticamente "abandonado" meu blog, bem no começo dele (sou demais). Sei lá, não vou dar desculpa de época de provas - mesmo sendo... -, ou muito lição e tal, é preguiça mesmo. Mas o terceiro capítulo da Caçadora De Bruxas está em andamento e vou escrever bastante para ter vários capítulos já prontos. Obrigada, obrigada mesmo por gostarem da minha história.
     E agora, só para dar um tchan, vou mostrar uma foto super traumatica pra vocês *-* Porque assim, já que eu vi, vou fazer todos vocês verem também. Isso - a foto - é uma espécie de jogo que criaram na internet, que chama "Mindfucks" e você tem que procurar na foto alguma coisa estranha ou diferente. O difícil é ter coragem pra encarar a foto.. não sabendo o que você pode achar nela..
     Agora se você for ver, clique na foto pra ela ficar maior, porque você não vai conseguir ver nesse tamanho.


     Conseguiram achar? Medo? haha, fica encarando por uns 5 minutos agora. Nem sei como tive coragem de salvar isso no meu computador. Ok, sou muito medrosa para alguém que escreve o que eu escrevo. Tchau, bons sonhos, e paciência para o próximo capítulo, muitos mindfucks até lá.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A Caçadora de Bruxas - 2º Capítulo

     Não sei se agora qualquer coisa que viesse á minha frente seria capaz de me fazer sentir arrependimento. Eu estava destinada em uma coisa, e teria que estar disposta e principalmente responsável por ela.
     - Porque faltou a semana passada inteira, Amanda? – Danny me perguntou quando coincidentemente me achou andando na rua.
     - Não vou mais estudar.
Ele me olhou desacreditado, mas com um pouco de fascínio em seus olhos claros.
     - Sério? Sério mesmo? Parou de vez? – ele apressou o passo ao meu lado – Mas por quê? Isso não seria uma coisa que o seu avô quisesse, não é?
     - Não sei. – dei de ombros – Mas Danny, sinceramente, eu não vou aguentar, eu vou me dar mal, e com certeza se eu continuasse esse ano eu iria repetir.
     - Mas você sempre tira notas boas.
     - Não é por notas. – não que eu estivesse ficando impaciente com o Danny. Mas as perguntas estavam sim me irritando, aquele não era um dos meus melhores dias, e o rosto dele expressava sua fome por respostas. Claro que aquilo tudo era incrível para ele. – Ás vezes os espíritos vão me procurar na sala de aula, Danny. O meu trabalho faz com que eu tenha que respondê-los, eu tenho que ajudá-los, não é obrigatório, mas eu quero estar á disposição. Ano passado quando algum aparecia era só eu ligar para o meu avô, esse ano não. – eu o olhei – Espíritos costumam ser impacientes.
     - O que eles costumam fazer?
     - Depende. Os mais desesperados costumam possuir corpos e matar as pessoas que causaram seja lá o que eles passaram ou passam, os não tão desesperados ficam vagando até encontrar alguma saída. Os bons vão para a luz de uma vez e não infernizam a minha vida. – eu sorri.
     - Tem alguma coisa recente para fazer? Você vai me ensinar alguma coisa? – seus olhos brilhavam com as perguntas.
     - Danny, sinceramente, eu não acho que seja coisa para você.
     - Mas eu quero ajudar, Amanda.
     Seus olhos suplicavam aquilo, como se ajudar fosse preciso, fosse uma necessidade. Sim, era realmente estranho nascer um interesse desses dentro de uma pessoa, na teoria tudo é mais fácil, mas ele parecia não ter medo algum da prática. Seria mais difícil ser ajudada por alguém que não sabe absolutamente nada do que agir sozinha em tudo.
     - Está bem, só que eu tenho que entrar em casa agora. – eu respondi baixinho, apontando para a minha casa.
     - Tudo bem. – ele concordou. – Tchau, Adams.
     - Tchau, Daniel. – eu sorri.
     Bem, era estranho entrar em casa e se deparar com... ninguém.
     Digo, eu tenho dezessete anos e estou morando sozinha, pode parecer fantástico, mas é complicado. Além do dinheiro que eu ganho roubando no poker, a herança que eu ganhei com a morte de meu avô foi absolutamente enorme, além da casa, do carro, e de todos os bens materiais, o dinheiro que ele tinha não era pouco, e dava sim para eu sobreviver e pagar tudo o que eu tinha que pagar, pelo menos por alguns anos.
     Necessariamente, conseguir dinheiro fácil nunca foi problema para mim.
     Eu vou ser uma ninguém na vida, é claro, mas tem outras formas de se ganhar dinheiro. Nem que seja jogando poker com homens trinta anos mais velhos do que eu, ou apostando dinheiro em cavalos ou que seja. Eu tenho um dom para isso.
     E é assim que vou ganhar dinheiro.
     A energia da casa estava pesada quando entrei, e aquilo aumentava cada vez mais, a cada passo que eu dava. É, eu não estava sozinha.
     Lembre-se, querida, se você não quiser espíritos em casa, sal grosso é a melhor opção. Meu avô podia estar morto, mas pelo amor de deus, na minha cabeça ele estava mais vivo do que antes.
     - Isso, Amanda, sal grosso, sal grosso existe, e não é para churrasco. – eu repetia para mim enquanto subia as escadas.
     O cheiro do andar de cima estava insuportável, e não era minha culpa, antes fosse, era um cheiro forte de ferrugem, meu avô descrevia esse cheiro como “quente”. Era no banheiro, a porta estava trancada quando tentei abrir, a fechadura estava pendente, um chute era capaz de abri-la. Era certo que alguma coisa diferente estava acontecendo atrás daquela porta, e era certo que eu nunca havia aprendido qualquer coisa sobre isso. Ao não ser que o cheiro era sangue.
     Ao olhar para o corredor percebi o rastro que tinha de água, que vinha de baixo da porta do banheiro e acabava no antigo quarto do meu avô.
     Eu chutei a porta com força e ela abriu, bateu contra a parede e voltou. A banheira estava cheia de água e havia sangue lá dentro, o chão não chegava a estar inundado, mas estava com água nele. Não havia mais nada lá.
     Sai do banheiro e segui para o quarto, sendo guiada pelos rastros que iam direto para o lugar. As cortinas estavam voando para dentro do quarto, empurradas pelo forte vendo que parecia forte vindo para dentro, o rastro parou na janela, e na parede da frente estava escrito á sangue: “Victor Adams”.
     Desci correndo para a sala e peguei o telefone.
     - DEVOLVA A MINHA FILHA! – gritou uma voz atrás de mim, que em seguida fez o telefone voar para longe. – TRAGA ELA DE VOLTA!
     Meus olhos se abriram assustados para o espírito, a mulher estava com o vestido coberto de sangue, e a água pingava por ele.
     - Eu... não sei...
     Ela gritou alto e correu em minha direção, segurando meus braços com as mãos, apertando o quanto podia, fazendo suas unhas entrarem, fazendo sangrar.
     - TRAGA ELA AGORA!
     O olhar dela foi periférico por detrás de mim. Ela não estava morta, o corpo pelo menos não, era um espírito usando um corpo. Afastado de nós, jogado perto da lareira havia um corpo. Um corpo de uma criança.
     - Traga ela de volta!
     Naquele momento eu havia entendido.

terça-feira, 23 de março de 2010

A Caçadora de Bruxas - 1º Capítulo



Alguns pensam no dia de amanhã como um recomeço, mas eu penso como se ele não fosse existir. Porque realmente eu posso não estar viva nele.

           Meu avô, quando vivo, sempre me dizia, e praticamente me mandava viver cada dia como se fosse o meu último, porque eu iria precisar disso para talvez não ficar louca, ou para talvez não ter tanto medo do que viesse á acontecer. Mas com o tempo você se acostuma á essa vida, e vai se prendendo á ela cada vez mais. Ou não.
            No meu caso eu venho a tendo desde os dez anos, na prática. Aos seis vi o meu primeiro espírito, podemos assim dizer. Fui para o psicólogo com sete e aos oito estava exorcizando demônios de dentro de pessoas. Claro que não, aos oito aprendia Latim para que quando tivesse quinze exorcizasse, hoje tenho dezessete e já vi mais que o Dean e o Sam de Supernatural. O problema nem era esse, eu poderia muito bem viver e superar o meu pequeno problema em conseguir ver demais as “coisas”, porque eu tinha o meu avô, e na maioria das vezes era ele quem fazia todo o trabalho.
            E se eu soubesse como era pesado ter esse carma nas costas, teria mentido para mim mesma quando vi aquele espírito dando tchau para mim quando eu tinha seis anos. Minha vida seria muito menos perturbante.
            Meu nome é Amanda Adams, não sou uma caçadora de bruxas. Mas é assim que eles – os que não vivem mais – me conhecem.
            Meu avô morreu faz duas semanas, de velhice, eu estava a ponto de achar que ele era do tipo imortal. Não o vejo como espírito rondando por ai, ele deve ter encontrado a luz, e ido para seja lá aonde vão quando morrem. Só sei que para o inferno ele não pode ir, já mandamos tanta gente para lá, que é provável que queiram o matar mesmo ele já estando morto.
            Mas o ponto é que agora eu estou sozinha nesse mundo. Não posso mais contar para ninguém, não posso mais ter dúvidas, não posso errar. Porque só existe uma caçadora de bruxas. E infelizmente, sou eu.
            - Hey! Adams! – gritou alguém atrás de mim.
            Me virei com impaciência, sendo socada e empurrada pelas pessoas que tentavam passar pelo corredor.
            - O quê você quer? – perguntei curiosa, recentemente o Danny estava me perseguindo e me espionando nos lugares. Muito estranho ele fazer isso, sendo que a fama dele sempre foi o “pop” da escola.
            - Esqueceu isso na sala. – as sobrancelhas dele levantaram de um modo assustador até para mim, um sorriso malicioso cresceu em seu rosto. – Eu sei de tudo, Amanda.
            Ele estendia o livro bem na frente da minha cara, era o Malleus Maleficarum, o meu livro mais importante de caça.
            - Me devolve isso! – arranquei o livro das mãos dele e fui rápida em guardar na minha bolsa. – Nunca, nunca conte isso para ninguém, está me ouvindo? Você leu? Se você leu você tá ferrado pelo resto da eternidade, entendeu? Vou matar você com as minhas unhas.
            Ele ainda sorria.
            - Eu quero ajudar você. E se você não concordar, vou contar para a escola inteira que a Amanda Adams é uma doida que tem um livro de magia em Latim, e que tem ataques e surtos, e que se comunica com o submundo.
            - Sem chance. – eu dei uma risada de escárnio. – Não tenho medo de um loiro metido feito você.
            Sorriu novamente.
            - Eu sei o que você estava fazendo quando cabulou a aula de matemática ontem. Eu tirei fotos, Amanda. – ele fez uma careta.
            Respirei fundo e o olhei com ódio.
            - Cabeças vão rolar.
            - Sim. - ele repetiu – Muitas cabeças ainda irão rolar.


----------

Nota: A Caçadora de Bruxas irá ser uma série, aonde eu irei escrever um capítulo a cada semana - se eu conseguir. Isso além dos contos. O capítulo foi pequeno, foi só para descrever como começou a vida da Amanda, e como se formou a "dupla": Amanda e Danny. Esse cap foi bem light, podemos dizer; não prometo o mesmo no próximo. Cabeças vão rolar!

Dark Carnival


Olá todo mundo!
Bem, antes de tudo eu queria agradecer aos comentários do primeiro post. MEU DEUS, eu fiquei feliz de verdade, espero que mais pessoas achem e goste desse blog, fará a Gaby feliz *-*

------------ 

And she runs on her own
And you’ll hurt before you know
Not a sweet alibi
When you get your bloody dose
In the still of the night
It is there you’ll feel it most
In this dark carnival
Where the end is… Close.




sábado, 20 de março de 2010

Primeira Frustrante Postagem

Mais frustrante que ter o seu texto inteiro apagado cruelmente pelo seu notebook burro que desliga sozinho, é saber que você vai ter que escrever toda aquela mer** de novo. Então com esses erros aprendemos que temos que parar de ter preguiça de abrir o Word e assim não correr o risco de escrever direto na postagem do blog, sabendo que várias coisas podem acontecer, como por exemplo; seu note estúpido pode desligar; pode acabar a energia; seu pai pode não ter pagado o speed; se você usa ilegalmente a internet da vizinha por wifi, ela pode desligar o aparelhinho (?; um meteoro pode cair na sua casa. E nada disso chega á tamanho frustração que é ter um texto ENORME sendo dilacerado pelo vento eletrônico do rodamoinho da morte. Triste fim.
Sim, eu não iria conseguir fazer esse meu primeiro post sem desabafar sobre esse acontecimento traumatizante, então vamos pular para a parte chata - que eu já escrevi antes, não se esqueça disso. Meu nome é Gabrielly (Gaby), tenho quinze anos e moro no Brasil, óoh. Sou a típica filha folgada e desocupada que se não está no computador está dormindo. Simples. Já fiz milhões e milhões de blogs, e nenhum nunca deu certo pelo simples motivo de eu não saber o que escrever nele, então, graças a minha melhor amiga, Andressa A. Martino - Nome inteiro, porque existem muitas Andressa’s nesse mundo -, (Oi Drê! *-*) eu decidi fazer um blog para escrever contos, o que a Drê também vai fazer (desculpa pelo Plágio de ideias :/ prenda-me). A diferença é que eu vou escrever contos sobre terror, assassinatos, espíritos, detetive, e etc. Estou totalmente sobre a proteção da minha escritora favorita Agatha Christie, que com certeza me ajudará quando eu for escrever (viajei), e inspirada no Stephen King, que me fez ter medo de uma história sobre uma máquina de secar roupas assassina - só ele consegue fazer essas coisas -, bem, na verdade eu não lembro se era máquina de secar roupas, só lembro que era uma máquina e que ela matava as pessoas.
Espero que esse blog dê certo, e espero que todos gostem das minhas histórias, ou que pelo menos alguém leia.
Beijos pra vocês,
Gaby Brasca.